agora0Montemor-o-novo

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História
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A História da região de Montemor-o-Novo começa ainda durante o Paleolítico Inferior quando grupos de caçadores recolectores se estabelecem nas margens das Ribeiras de Lavre e de S. Cristóvão e aí deixam restos da sua cultura. Do Paleolítico Superior destaca-se a Gruta do Escoural com gravuras e pinturas de há cerca de 18 000 anos bem como vestígios de ocupação humana anterior. No neolítico e calcolítico o território de Montemor foi densamente povoado de que são testemunhos os inúmeros monumentos megalíticos (antas, menires, cromeleques) espalhados pelo concelho. Da época romana existem também alguns vestígios nomeadamente villas (quintas de características rurais), marcos miliários e epígrafes, e nessa altura o povoado intramuros chamava-se Castrum Malianum. O primeiro documento que refere Montemor data de 1181, altura em que ainda deveria fazer parte do território de Évora. Em 1160 foi conquistado aos mouros, contudo em 1190, os mouros voltaram a tomar estas terras que só em 1201 seriam de novo reconquistadas pelo rei D. Sancho I. Em 1203 Montemor recebe a sua primeira carta de foral de D. Sancho I. Nesta altura a vila situava-se no interior das muralhas do castelo que estava organizado em quatro freguesias urbanas (Santa Maria da Vila, Santa Maria do Bispo, S. Tiago e S. João Baptista). Montemor-o-Novo recebeu novo foral, em 1503, do rei D. Manuel e teve um importante papel no combate à ocupação castelhana (1580 - 1640) e durante as invasões francesas (início do séc. XIX). A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio se aliava ao facto de a corte permanecer por largos períodos em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos políticos de relevo, com a realização de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides. Foi palco de diversas cortes e residência dos reis D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I, e em 1482, foi sede de uma conspiração contra o rei D. João II, o que provocou a fuga do marquês de Montemor-o-Novo, filho do segundo-duque de Bragança e a decapitação de Pero de Albuquerque. Na época de D. Manuel I assiste-se, por toda a vila, a obras de renovação de edifícios e a novas construções de que é exemplo máximo o Convento da Saudação. Também aqui, em 1496, D. Manuel I debateu nas cortes realizadas no Paço dos Alcaides a primeira viagem de Vasco da Gama à India e também foi daqui que D. Dinis enviou ao papa a carta que mais tarde daria origem à fundação da primeira universidade portuguesa. No numeramento mandado realizar em 1527 por D. João III, o primeiro recenseamento à população feito em Portugal, contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar antigo e de grande povoação cercada e enobrecida de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios e casas nobres". Pertencem a essa época algumas das mais importantes obras de arquitetura existentes na cidade, como a Misericórdia, os Conventos da Saudação, de S. Francisco e de Stº António, a Ermida de Nª Sr.ª da Visitação, o Hospital Velho e o portal da igreja de Stª Maria do Bispo. Apesar de todos os incentivos régios ao longo dos séculos, a vila intramuros ia ficando cada vez mais despovoada em detrimento do arrabalde que se vinha a formar já desde o século XIV a Norte da muralha. Em 1758 pouco mais restava no interior da cerca que as igrejas e o convento. Em contrapartida a vila de Montemor estava já completamente estruturada no local onde se encontra e que corresponde atualmente ao Centro Histórico. No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem do pacato quotidiano da população. Entre eles destacam-se a resistência à primeira invasão francesa, comandada por Junot, em 1808, junto da ponte de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado-maior do exército liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre liberais e miguelistas e a visita de D. Maria II e D. Fernando II em 1843. Montemor-o-Novo desempenhou um papel muito ativo na resistência à ditadura fascista e na luta pela melhoria das condições de vida e pela liberdade. Com o 25 de Abril, Montemor-o-Novo esteve nas primeiras linhas do avanço das conquistas da revolução, nomeadamente na implantação do Poder Local Democrático e da Reforma Agrária. A passagem de Montemor-o-Novo a cidade, por decisão da Assembleia da República de 11 de Março de 1988, é outro dos factos importantes da história recente de Montemor-o-Novo.